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Visconde de Tremembé

Nasceu em Tremembé, no dia 16 de dezembro de 1830, filho do comendador Francisco Alves Monteiro e de Teodora Joaquina de Moura. Foi proprietário de várias fazendas produtoras de café, a fazenda São José do Buquira, no atual município de Monteiro Lobato, herdada pelo neto, o escritor Monteiro Lobato. Em Taubaté, sua propriedade, conhecida como "Chácara do Visconde", tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sedia o Museu Histórico e Pedagógico "Monteiro Lobato", ali nascido. Fundou em sociedade com seu irmão o Visconde de Mossoró (José Francisco Monteiro), uma casa bancária em Taubaté, denominada José Francisco Monteiro & Irmão, e foi sócio da firma comissária de café Miranda & Tremembé. Chefe do Partido Liberal em Taubaté, exerceu a vereança no quatriênio 1861-1865, sendo um dos construtores do Chafariz Municipal. Reelegendo-se, ocupou a presidência da Câmara no período de 1865-1869.

A 10 de agosto de 1867 apresentou à presidência da Câmara Municipal um projeto para a iluminação pública da cidade de Taubaté, tendo executado a obra. Participou ativamente da comissão encarregada de angariar dinheiro e recrutar voluntários para a Guerra do Paraguai, sendo agraciado pelo Imperador Dom Pedro II no dia 30 de maio de 1868, com o título de Barão de Tremembé. Foi um dos acionistas e colaborador na sociedade que construiu e explorou o Teatro São João, no antigo Largo da Princesa Imperial. Colaborou com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Taubaté, mantenedora do Hospital Santa Isabel, e participou ativamente da fundação do Instituto Taubateano de Agricultura, Artes e Ofícios, sendo membro do Conselho Diretor da Sociedade Protetora dessa instituição.

Cedeu uma de suas casas para o funcionamento do Ginásio Taubateano. Em 1878, hospedou em seu palacete os Imperadores Dom Pedro II e Theresa Cristina e os Condes D'Eu, quando de sua viagem à província de São Paulo. A Princesa Imperial Regente, Dona Isabel, o agraciou no dia 7 de maio de 1887, com o título de Visconde de Tremembé. Seu nome está ligado a importantes melhoramentos na cidade de Taubaté: fundador e diretor da Companhia de Gás e Óleos Minerais de Taubaté (1883), acionista da Companhia de Bondes a Vapor entre Taubaté e Tremembé, que transportava passageiros e o xisto betuminoso das minas de Tremembé para o gasômetro de Taubaté. Foi coronel da Guarda Nacional no município de Taubaté. Casou-se com Maria Belmira de França Monteiro, filha de José Belmiro de França e de Maria Joaquina Ferreira França. Não tendo filhos com a Viscondessa, legitimou três filhos nascidos em Taubaté, antes de seu casamento:
  • Dr. José Francisco Monteiro Júnior, casado com Adélia Monteiro.
  • Olympia Augusta Monteiro, casada com seu primo José Bento Monteiro Lobato, pais do escritor Monteiro Lobato.
  • Dr. Francisco Alves Monteiro Neto, falecido em Paris aos 23 anos de idade.
O Visconde de Tremembé foi deputado provincial na legislatura 1862-1863 e vice-presidente da província de São Paulo, entre 1833 e 1888. Foi um dos pioneiros na fundação e estabelecimento de colônias agrícolas em suas fazendas de Taubaté e Tremembé. Faleceu no dia 29 de março de 1911, estando sepultado na capela dos Monteiro, no Cemitério da Venerável Ordem Terceira Franciscana de Taubaté.

Visconde de Ouro Preto

Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto (Ouro Preto, 21 de fevereiro de 1836 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1912), foi um monarquista e político brasileiro.

No início do século XX, posteriormente à proclamação da república, foi professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Foi um dos políticos mais importantes do Segundo Império e grande amigo de S.M. D. Pedro II, o último imperador do Brasil.

Foi eleito senador pela província de Minas Gerais e tomou posse em 26 de abril de 1879. Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial e Procurador da Fazenda. Tendo sido deputado provincial em dois mandatos e deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes.

Foi ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. Presidiu o último Conselho de Ministros do Império. Assis Figueiredo foi preso em 15 de novembro de 1889 no Quartel-General do Campo de Santana, no dia da proclamação da república, com todo o Ministério, tendo sido exilado, ainda no Império, o visconde de Ouro Preto, monarquista convicto, abraçou a causa abolicionista. Quando senador, criou um imposto de 20 réis sobre o preço das passagens de bonde, fato que gerou grande agitação no Rio de Janeiro, conhecida como a "Revolta do Vintém", em janeiro de 1880.

Publicou, entre outras obras, A esquadra e a oposição parlamentar e Advento da ditadura militar. Foi agraciado com o título nobiliárquico de visconde em 1888. Foi pai de Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, fundador do Jornal do Brasil.
Escreveu uma obra de história sobre os dez primeiros anos da república.

Visconde de Taunay

Visconde de Taunay (Alfred d’Escragnolle Taunay), engenheiro militar, professor, político, historiador, sociólogo, romancista e memorialista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de fevereiro de 1843, e faleceu também no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1899. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira n. 13, que tem como patrono Francisco Otaviano.

Era filho de Félix Emílio Taunay, barão de Taunay, e de mulher Gabriela de Robert d’Escragnolle. Seu avô, o famoso pintor Nicolau Antônio Taunay, foi um dos chefes da Missão Artística francesa de 1818 e seu pai foi um dos preceptores de D. Pedro II e durante muito tempo dirigiu a Escola Nacional de Belas Artes. Pelo lado materno, era neto do conde d’Escragnolle, emigrado da França pelas contingências da Revolução.

Criado em ambiente culto, impregnado de arte e literatura, desenvolveu bem cedo a paixão literária e o gosto pela música e o desenho. Estudou humanidades no Colégio Pedro II, onde se bacharelou em letras em 1858. No ano seguinte ingressou no curso de Ciências Físicas e Matemáticas da Escola Militar. Alferes-aluno em 1862, bacharel em matemáticas em 1863, foi promovido a segundo-tenente de artilharia em 1864, inscrevendo-se no 2o ano de Engenharia Militar, que não terminou, por receber ordem de mobilização, com os outros oficiais alunos, em 1865, no início da Guerra do Paraguai. Foi incorporado à Expedição de Mato Grosso como ajudante da Comissão de Engenheiros, para trazer ao governo imperial notícias do corpo expedicionário de Mato Grosso, que havia muito se supunha perdido e aniquilado. Trouxe da campanha profunda experiência do país e inspiração para a maior parte dos seus escritos, a começar do primeiro livro, Cenas de viagem (1868). Em 1869, o Conde d’Eu, comandante-em-chefe das forças brasileiras em operação no Paraguai, convidou o primeiro-tenente Taunay para secretário do seu Estado-Maior, sendo encarregado de redigir o Diário do Exército, cujo conteúdo foi, em 1870, reproduzido no livro do mesmo nome. Terminada a guerra, foi promovido a capitão, e terminou o curso de Engenharia, passando a professor de geologia e mineralogia da Escola Militar.

Em 1871, publicou o primeiro romance, Mocidade de Trajano, com o pseudônimo de Sílvio Dinarte, que usaria na maior parte das suas obras de ficção, e, em francês, A retirada da laguna, sobre o desastroso e heróico episódio de que participou. A publicação chama a atenção de todo o Brasil para o jovem escritor. Por indicação do Visconde do Rio Branco, candidatou-se a deputado geral pelo Estado de Goiás, que o elegeu para a Câmara dos Deputados em 1872, mandato que foi renovado em 1875. Foi de 76 a 77 presidente da província de Santa Catarina.

Nunca mais voltaria ao serviço ativo do Exército. Promovido a major em 1875, demitiu-se do posto em 1885, já tomado por atiVisconde de Taunaydes na política e nas letras. Em 1878, caindo o Partido Conservador, em cujas fileiras militava, partiu para a Europa, em longa de viagem de estudos.

De volta ao Brasil em 1880, encetou uma fase de intensa atiVisconde de Taunayde em prol de medidas como o casamento civil, a imigração, a libertação gradual dos escravos, a naturalização automática de estrangeiros. Deputado novamente de 81 a 84, por Santa Catarina. Em 1885 foi candidato a deputado pelo Rio de Janeiro, mas foi derrotado. Presidiu o Paraná de 85 a 86, pondo em prática a sua política imigratória. Em 86 foi eleito deputado geral por Santa Catarina e, logo a seguir, senador pela mesma província, na vaga do Barão de Laguna. Foi no Senado um dos mais ardorosos partidários da Abolição. Em 6 de setembro de 1889 recebia o título de Visconde, com grandeza. Estava no início de uma alta preeminência nos negócios públicos quando a proclamação da República lhe cortou a carreira, dada a intransigente fidelidade com que permaneceu monarquista até à morte. Na imprensa da época há numerosos artigos seus que se destinavam a pôr em destaque as virtudes do imperador banido e do regime que a República destruíra.

Foi oficial da Ordem da Rosa, Cavaleiro da Ordem de São Bento, da Ordem de Aviz e da Ordem de Cristo.

Taunay foi um infatigável trabalhador, patriota, homem público esclarecido e apaixonado homem de letras. Teve a plena realização do seu talento no terreno literário. Sua obra de ficção abrange, além do romance, as narrativas de guerra e viagem, descrições, recordações, depoimentos, artigos de crítica e escritos políticos. Foi também pintor, restando dele telas dignas de estudo. Era grande apaixonado da música, tendo deixado várias composições. Estudioso da Visconde de Taunay e da obra dos grandes compositores, manteve com escritores e jornalistas polêmicas sobre essa arte, notadamente com Tobias Barreto.

Visconde de Sinimbu

Era filho do capitão de ordenanças Manuel Vieira Dantas e Ana Maria José Lins, e nasceu no engenho Sinimbu, em Alagoas. Bacharel em Direito pela Academia Jurídica de Olinda, em 1835, fez doutorado na Universidade de Iena. Aos trinta anos foi nomeado presidente da sua província natal de 19 de janeiro de 1840 até julho deste mesmo ano.

Ocupou diversos cargos públicos e intensa vida política, iniciando pela magistratura e atingindo a diplomacia (Juiz de Direito em Cantagalo; Chefe de Polícia; Chefe de Polícia da Corte; Presidente do Conselho de Mineração).

Presidiu a Província de Sergipe, de junho a dezembro de 1841. Foi, depois, Ministro-residente do Brasil em Montevidéu, em 1843. Ministro dos Estrangeiros do 15º Gabinete, que era presidido pelo Barão de Uruguaiana, em 1859.

Ocupou ainda o Ministério da Agricultura, Comércio, e Obras Públicas (18º Gabinete, presidido pelo Marquês de Olinda, em 1862 - ocasião em que fez substituir o confuso e antigo sistema de pesos e medidas pelo sistema decimal).

Sinimbu presidiu o 27º Conselho de Estado, ocasião em que ocupou interinamente alguns ministérios, de 1878 a 1880.

Foi nomeado senador, em dezembro de 1856, por Alagoas, tendo sido anteriormente deputado geral e deputado provincial no seu estado natal.

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