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O Brasil na Guerra Fria

Ditadura Militar, consequência da Guerra Fria.

Ao término da Segunda Guerra Mundial (1945), iniciou-se a Guerra Fria, uma disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos, com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco comunista, liderado pela União Soviética. Essa disputa influenciou diretamente nas políticas de vários países, inclusive do Brasil. Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil integrou o bloco capitalista, no entanto, a partir de 1961 o presidente João Goulart (Jango) desenvolveu uma política externa independente do apoio das superpotências da Guerra Fria. Jango fortaleceu os movimentos sindicais, estudantis, camponeses e populares. Além desses fatos, o então presidente promoveu uma aproximação política entre o Brasil e a União Soviética, o que desencadeou atritos com as lideranças políticas, econômicas e militares do Brasil.

Em fevereiro de 1964, Jango anunciou as reformas de base, que consistia num conjunto de reformas sociais que incluía a reforma agrária. Sua política preocupou bastante a classe burguesa do Brasil e os investidores estadunidenses, esse clima era propício para um golpe de estado. Em 31 de março de 1964, o presidente foi deposto por um golpe militar que teve apoio decisivo da elite conservadora brasileira e da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA). Instalou-se no Brasil uma ditadura militar que governou o país por duas décadas (1964 – 1985), esse período se caracterizou pela censura à imprensa, movimentos culturais e sociais, a repressão aos opositores do regime militar, institucionalização da tortura, entre outros fatores.

O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Presidente Getúlio Vargas.

Durante o Estado Novo (1937 – 1945), o governo brasileiro viveu a instalação de um regime ditatorial comandado por Getúlio Vargas. Nesse mesmo período, as grandes potências mundiais entraram em confronto na Segunda Guerra, onde observamos a cisão entre os países totalitários (Alemanha, Japão e Itália) e as nações democráticas (Estados Unidos, França e Inglaterra). Ao longo do conflito, cada um desses grupos em confronto buscou apoio político-militar de outras nações aliadas. Com relação à Segunda Guerra Mundial, a situação do Brasil se mostrava completamente indefinida. Ao mesmo tempo em que Vargas contraía empréstimos com os Estados Unidos, comandava um governo próximo aos ditames experimentados pelo totalitarismo nazi-fascista. Dessa maneira, as autoridades norte-americanas viam com preocupação a possibilidade de o Brasil apoiar os nazistas cedendo pontos estratégicos que poderiam, por exemplo, garantir a vitória do Eixo no continente africano.

Assinatura do Acordo Comercial Brasil - EUA. Roosevelt
sentado, ao centro Osvaldo Aranha e a direita,
o Ministro da Fazenda Souza Costa.
A preocupação norte-americana, em pouco tempo, proporcionou a Getúlio Vargas a liberação de um empréstimo de 20 milhões de dólares para a construção da Usina de Volta Redonda. No ano seguinte, os Estados Unidos entraram nos campos de batalha da Segunda Guerra e, com isso, pressionou politicamente para que o Brasil entrasse com suas tropas ao seu lado. Pouco tempo depois, o afundamento de navegações brasileiras por submarinos alemães gerou vários protestos contra as forças nazistas. Dessa maneira, Getúlio Vargas declarou guerra contra os italianos e alemães em agosto de 1942. Politicamente, o país buscava ampliar seu prestígio junto ao EUA e reforçar sua aliança política com os militares. No ano de 1943, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), destacamento militar que lutava na Segunda Guerra Mundial. Somente quase um ano depois as tropas começaram a ser enviadas, inclusive com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB).

Artilharia da FEB na Itália.
A principal ação militar brasileira aconteceu principalmente na organização da campanha da Itália, onde os brasileiros foram para o combate ao lado das forças estadunidenses. Nesse breve período de tempo, mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa. Apesar de entrarem em conflito com forças nazistas de segunda linha, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens.

O Brasil na Primeira Guerra Mundial


Presidente Vencesláu Braz.
A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial foi estabelecida em função de uma série de episódios envolvendo embarcações brasileiras na Europa. No mês de abril de 1917, forças alemãs abateram o navio Paraná nas proximidades do Canal da Mancha. Seis meses mais tarde, outra embarcação brasileira, o encouraçado Macau, foi atacado por alemães. Indignados, populares exigiram uma resposta contundente das autoridades brasileiras. Na época, o presidente Venceslau Brás firmou aliança com os países da Tríplice Entente (Estados Unidos, Inglaterra e França), em oposição ao grupo da Tríplice Aliança, formada pelo Império Austro-húngaro, Alemanha e Império Turco-otomano. Sem contar com uma tecnologia bélica expressiva, podemos considerar a participação brasileira na Primeira Guerra bastante tímida. Entre outras ações, o governo do Brasil enviou alguns pilotos de avião, o oferecimento de navios militares e apoio médico. Incumbidos de proteger o Atlântico de possíveis ataques de submarinos alemães, sete embarcações foram usadas na Primeira Guerra: dois cruzadores, quatro contratorpedeiros e mais um navio auxiliar. A pequena tripulação destes navios, mesmo tendo um papel breve, foi vítima da epidemia de gripe espanhola que assolou a Europa nesse período. A experiência de maior sucesso brasileiro no conflito aconteceu com os grupos enviados para lutarem ao lado de soldados franceses e britânicos. 

Pintura em homenagem as vidas
perdidas durante a 1ª Guerra.
Os brasileiros tiveram participação nos conflitos das tropas da frente ocidental e na região da Jutlândia. O mais conhecido caso de participação brasileira se refere ao militar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Relatos contam que este militar foi responsável pelo comando de pelotões de cavalaria francesa e uma pequena unidade de tanques. A experiência por ele adquirida abriu portas para que, logo em seguida, o Brasil adquirisse seus primeiros carros blindados. O apoio brasileiro teve muito mais presença com o envio de suprimentos agrícolas e matéria-prima procurada pelas nações em conflito. No Brasil, a Primeira Guerra teve implicações significativas em nossa economia. A retração econômica sofrida pelas grandes nações industriais européias abriu portas para que o parque industrial se desenvolvesse.

BC lança nova família de notas do real em tamanhos diferentes

As novas notas são tecnológicas, bonitas e modernas.
O Banco Central lança nesta quarta-feira a segunda família de cédulas do real. As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. O tamanhos serão diferentes, a de R$ 2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro. A frente da cédula, porém, está visualmente mais limpa, mantido o símbolo da república. A cédula ganhou, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal - a nota de R$ 100, por exemplo, que tem uma garoupa verso, ganhou na frente figuras que remetem ao mar.

Real (1994-atual)

O Real é a moeda corrente no Brasil. Após sucessivas trocas monetárias (réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, novamente cruzeiro e cruzeiro real), o Brasil adotou o real em 1994, que, aliado à drástica queda das taxas de inflação, constituiu uma moeda estável para o país. Foi implantado no mandato do presidente Itamar Franco, sob o comando do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, depois eleito presidente da República.

A moeda foi criada pelo Plano Real em regime cambial fixo em relação a um conjunto de moedas liderado pelo dólar americano. Nessa época, algumas lojas em diversas cidades norte-americanas aceitam o real, já que este tinha o mesmo valor que o dólar americano. Isto significava que o Real tinha um teto e um piso previamente definido para que o valor da moeda flutuasse. Caso a cotação chegasse ao teto, o Governo se comprometia a vender dólares e forçar queda de cotação. O inverso acontecia quando a cotação atingia o piso. Contudo, surpreendendo muitos, o Real valorizou-se logo após ser lançado; em um processo que beneficiou pessoas que ao mesmo tempo decidiam quanto à valorização do Real e jogavam no mercado financeiro em posições cambiais.
Em janeiro de 1999, entretanto, a crise financeira levou o Banco Central do Brasil a encerrar o modelo de câmbio semi-fixo, permitindo a flutuação do câmbio, ou seja, sem o compromisso do governo de manter uma cotação máxima ou mínima. A desvalorização do real de 1999 colocou em cheque pela primeira vez a estabilidade do modelo de combate da inflação apenas com um câmbio sobrevalorizado e semi-fixo. O Real atingiu sua cotação máxima no dia 31 de março de 1995, quando um real chegou a valer 1,20 dólar (dólar comercial). Sua cotação mínima foi no fim do ano de 2002, quando um real era cotado a 0,25 dólar. No dia 27 de abril de 2006, um real era trocado por 0,48 dólar. No dia 21 de abril de 2007, um real valia 0,57 dólar. No dia 29 de maio de 2008, um real equivalia a 0,61 dólar, já em 5 de dezembro o mesmo um real comprava 0,40 dólar.

Cédulas

Foram produzidas cédulas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais. A frente de ambas as cédulas possui a Efígie da República, interpretada como uma escultura. Também possuem no reverso, figuras de animais da fauna brasileira que estão ameaçados em extinção. A cédula de um real foi substituída pela moeda em 2009. A cédula de 1 real possui o Beija-flor, a de 2 uma tartaruga de pente, a de 5 possui uma garça, a de 10 possui a arara, a de 20 um mico-leão-dourado, a de 50 uma onça pintada e a de 100 possui uma garoupa (peixe).

Moedas

Estão em circulação duas famílias de moedas do Real, a primeira emitida de 1994 a 1997 é toda em aço inoxidável e a segunda é composta de tipos diferenciados de metal e acabamento para facilitar a identificação. A primeira família é composta de um anverso padrão, contendo o valor entre ramos de louro estilizados e o ano da cunhagem. O reverso possui a Efígie da República ao lado de ramo de louros. Abaixo da alegoria há o dístico "BRASIL", presente em todas as moedas desde o Séc. XVII. Após a adoção do real, na tentativa de se facilitar o troco, foi colocada em circulação no dia 30 de setembro de 1994 a moeda de 25 centavos, então inédita no Brasil, uma vez que nos padrões anteriores a moeda intermediária entre os valores de 10 e 50 centavos tinha o valor de 20 centavos. Uma das curiosidades desta moeda e que a destaca das demais é o fato dela ter um campo heptagonal inscrito na circunferência da moeda, além do anverso o valor sobre uma alegoria em ondas e reverso com a efígie representativa da República, ladeada pela inscrição "BRASIL". Na parte inferior, há o ano de cunhagem. Todas as moedas continuam em circulação, exceto as de um real de aço inoxidável, que foram retiradas em 23 de dezembro de 2003 devido a alto índice de falsificações. As moedas tiveram duas famílias, tendo moedas de 1, 5, 10, 25, 50 e um real, a 2ª família foi toda renovada, e as moedas de 1 real antigas sairam de circulação.

Cruzeiro Real (1993-1994)

O cruzeiro real (CR$) foi o padrão monetário no Brasil entre 1 de agosto de 1993 a 30 de junho de 1994. As altas taxas de inflação que marcaram o ano de 1993 levaram o governo Itamar Franco a editar a medida provisória que criou o cruzeiro real, equivalente a mil cruzeiros. Não foram emitidas moedas com valores em centavos nesta moeda, sendo que se consideravam como centavos as cédulas e moedas do padrão anterior na razão de 10 "cruzeiros" por centavo. O código ISO 4217 desta moeda era BRR.

Cédulas

As primeiras cédulas deste padrão foram cédulas de 50.000, 100.000 e 500.000 cruzeiros nas quais foi aposto um carimbo com o novo padrão.Depois disso, foram lançadas em circulação entre 1993 e 1994 as seguintes cédulas, 1.000, 5.000 e 50.000 cruzeiros reais.

Moedas

Em substituição as cédulas mais antigas do padrão anterior, foram lançadas inicialmente as moedas de 5 e 10 cruzeiros reais, sendo que mais adiante foram lançadas também as moedas de 50 e 100 cruzeiros reais. Uma curiosidade destas moedas é que a expressão "cruzeiros reais" não aparece na moeda, sendo que ela foi substituída pelo símbolo CR$ e nas quais aparecem no reverso animais ameaçados de extinção.

Cruzeiro (BRE) (1990-1993)

O Cruzeiro (BRE), foi o padrão criado por conta do Plano Collor, sendo que a renomeação da moeda então existente se deu pelo motivo de tentar evitar problema semelhante ao ocorrido quando do Plano Bresser, no qual ações judiciais pediam reparação por perdas na moeda então existente.

Cédulas

As primeiras cédulas deste padrão foram cédulas do padrão Cruzado Novo que receberam um carimbo retangular com o valor no novo padrão, além de uma cédula emergencial no valor de 5.000 cruzeiros (Estampa B), cujo anverso mostrava a efige simbólica da República e o reverso as Armas da República. Ainda em 1990, foram emitidas cédulas no novo padrão, com os valores de 100, 200, 500, 1.000 e a cédula permanente de 5.000 cruzeiros, cujo anverso era representado pela figura de Carlos Gomes e o reverso tinha o piano que pertenceu ao maestro. Além disso, as cédulas do padrão cruzado remanescentes em circulação perderam o valor no correr deste mesmo ano. Em 1991, por conta da alta inflação, foram lançadas as cédulas nos valores de 10.000 e de 50.000 cruzeiros, sendo que no ano seguinte por ocasião da Eco 92, foi lançada a nota de 100.000 cruzeiros, sendo que as notas nos valores de 50 e 100 cruzeiros (cédulas em geral com a denominação de "cruzados novos" presentes nas notas) perderam o valor, sendo substituídas por moedas que tiveram vida curta em circulação. Em 1993, foi lançada a nota de 500.000 Cruzeiros, , a última cédula deste padrão, que teve, em agosto do mesmo ano, cortados 3 zeros em função da troca de moedas para Cruzeiro Real.Logo antes do Lançamento do Cruzeiro Real, o Conselho Monetário Nacional, Pensou em Emitir uma nota de 1.000.000 de Cruzeiros, Porem a Medida nunca entrou em Vigor.

Moedas

As primeiras moedas deste padrão tiveram o seu design baseado nas moedas centesimais do padrão Cruzado Novo, sendo emitidas nos valores de 1, 5, 10 e 50 cruzeiros com o interesse de substituição as antigas cédulas do padrão Cruzado, que ainda estavam em circulação. Em 1992, foram emitidas moedas comemorativas em prata com o valor nominal de "500 cruzeiros" (500 anos do descobrimento da América) e "2000 cruzeiros" (Eco 92) que ainda hoje são vendidas pelo Banco Central para colecionadores. Além disso, foi lançada uma nova família de moedas, que neste padrão teve os valores de 100, 500 e 1000 cruzeiros, que tinham no anverso as imagens de animais ameaçados de extinção, bem como a moeda de 5.000 cruzeiros, comemorativa do bicentenário da morte de Tiradentes, sendo que essas moedas se destinaram a circulação comum. Esta nova família de moedas inspirou as moedas do padrão posterior, o Cruzeiro Real.

Cruzado Novo (1989-1990)

O cruzado novo (NCz$) foi a moeda brasileira de 16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990. Foi conseqüência da reforma monetária promovida pelo Plano Verão, instituído pelo ministro Maílson da Nóbrega, em 1989. O cruzado novo correspondia a mil cruzados, ou seja houve um corte de três zeros na data de 16 de janeiro de 1989. O código ISO 4217 desta moeda era BRN.

Cédulas

Inicialmente foram reaproveitadas as três últimas cédulas do padrão Cruzado, nas quais foi aposto um carimbo com os valores respectivos de 1, 5 e 10 cruzados novos respectivamente. Depois disso, foram emitidas cédulas próprias do padrão, com o tamanho de 140 x 65 mm, que a partir de então viria a ser o tamanho padrão das cédulas brasileiras, se seguindo até a emissão das cédulas do padrão Real. As cédulas deste padrão foram reaproveitadas no padrão seguinte, emitido a partir do Plano Collor e no qual se retomava a nomenclatura Cruzeiro para a moeda em circulação no Brasil.

Cruzado (1986-1989)

Cruzado foi a moeda criada no Brasil pelo Plano Cruzado em 28 de Fevereiro de 1986, como parte de um pacote de medidas para tentar conter a inflação. O nome foi inspirado no de uma antiga moeda portuguesa de ouro, que tinha o valor aproximado de 400 réis e que circulou nos tempos em que o Brasil ainda era uma colônia de Portugal. A partir de meados da década de 1970, houve um intenso processo inflacionário que atingiu o seu cume no início dos anos 1980, sendo que este desajuste acabou prevalecendo durante a curta existência do Cruzado, contribuindo para que a década de 1980 ficasse conhecida no Brasil como a "Década Perdida". Foi representada pelo símbolo Cz$ e possuía código ISO 4217 BRC. 1 cruzado equivalia a 1.000 cruzeiros (novos). Foi marcante pela volta dos "centavos" como subdivisão da moeda, visto que tinham sido abolidos em 1984, devido a desvalorização do cruzeiro.

Inicialmente, as cédulas da terceira família do Cruzeiro foram reaproveitadas com carimbos apostos com os valores de 10, 50 e 100 cruzados, sendo que ainda em 1986 foram emitidas novas cédulas nestes valores, que aproveitaram a estampa, substituindo apenas as legendas e os valores de face pelos do novo padrão monetário. Cédulas e moedas do cruzeiro continuaram em circulação para uma substituição gradual, sendo que as cédulas de 10, 50 e 100 mil cruzeiros foram carimbadas com o valor na nova unidade durante os primeiros meses, até a criação e distribuição das cédulas no novo padrão. Ainda em 1986, foi lançada a cédula de 500 cruzados, que possuiu 2 variantes devido ao erro de grafia na legenda presente nas margens da cédula, onde a letra "a" aparece sem crase ("considero minhas obras como cartas que escrevi a posteridade sem esperar resposta"), sendo que as cédulas mais recentes foram corrigidas, passando a mostrar a legenda com crase ("considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade sem esperar resposta"). Em 1987, foi lançada a cédula de 1.000 cruzados, seguida no ano seguinte pelas cédulas de 5.000 e 10.000 cruzados, sendo que estas viriam a ser as últimas cédulas deste padrão monetário. Estas três ultimas cédulas vieram a ser aproveitadas, com a aposição de um carimbo triangular, no padrão Cruzado Novo, lançado em 1989.

Assim como aconteceu com as cédulas, as moedas antigas do cruzeiro continuaram em circulação em paralelo as novas moedas do cruzado. Como a moeda teve vida curta, ao ser substituída pelo cruzado novo, ainda haviam moedas de cruzeiro, que permaneciam em posse da população apesar de já destituídas de valor legal. Todas as moedas foram confeccionadas em Aço Inoxidável e borda do tipo lisa. Em seu anverso possui apenas o dístico "BRASIL", o valor de face e o ano de emissão, enquanto o reverso mostrou o brasão de armas nacionais.

Durante o período do Cruzado foram emitidas três moedas comemorativas, consideradas de circulação comum mas que foram muito raramente usadas. Todas estas moedas foram emitidas em 1988 e no valor de 100 Cruzados, comemorando o centenário da Lei Áurea que decretou a abolição da escravidão no Brasil.

Cruzeiro (BRB) 3ª Família (1985-1987)

Cédulas

Em 1984, foram emitidas as primeiras cédulas de 10.000 e de 50.000 cruzeiros e no ano seguinte foi introduzida a nota de 100.000 cruzeiros. Estas cédulas tem um modelo diferente das da família anterior, mas no entanto mantiveram o mesmo tamanho dessas cédulas então em circulação. Vale lembrar que em 1986, por ocasião do Plano Cruzado as cédulas dessa família foram reaproveitadas e emitidas com um carimbo circular com os valores respectivos de 10, 50 e 100 cruzados. Apesar do plano governamental ser de que estas cédulas circulassem apenas até 1987, estas cédulas continuaram a ser utilizadas no dia-a-dia, sendo que quando do Plano Collor, ainda havia cédulas desta família em circulação.

Moedas

Em 1985, foram emitidas as moedas desta terceira família, nos valores de 100, 200 e 500 cruzeiros, sendo que no reverso dessas moedas foi emitido o escudo das forças armadas. Vale lembrar que a exemplo do que ocorreu com as cédulas, as moedas já antecipavam o modelo das que seriam lançadas no padrão posterior, também conhecido como Cruzado. Estas moedas, a exemplo das pertencentes a família anterior, vieram a perder o valor em 1987.

Cruzeiro (BRB) 2ª Família (1980-1985)

Cédulas

Esta família tem como padrão a cédula de 1000 cruzeiros lançada em 1978 e que teria sido inspirada nas cartas de baralho, tendo o interesse implicito de facilitar o seu manuseio nos caixas. As curiosidades das cédulas desta família são que o número de série está no reverso da cédula, bem como que há um espelhamento entre as imagens existentes na cédula. A partir de 1981, foram novas cédulas emitidas baseadas no modelo desta nota, nos valores de 100, 200, 500, 1000 (estampa B - Modificada) e 5000 cruzeiros, sendo que elas só foram começar a sair de circulação quando da transição para a terceira família, que viria a antecipar os traços do Cruzado, que viria a ser o substituto do Cruzeiro então existente. As cédulas dessa família vieram a perder o valor em 1987.

Moedas

As primeiras moedas desta família foram lançadas em 1979, nos valores de 1 centavo e de 1 cruzeiro, sendo que foram lançadas depois disso as moedas de 5 e 10 cruzeiros em 1980 e as de 20 e 50 cruzeiros em 1981. Em 1985, a exemplo do que foi feito em 1975 com as moedas de 1, 2 e 5 centavos, foi emitida uma série especial da FAO com as moedas nos valores de 1 e 5 cruzeiros. As moedas de 1 e 5 cruzeiros perderam o valor quando da adoção do Plano Cruzado, sendo que as restantes perderam o seu valor legal em 1987.

Cruzeiro (BRB) 1ª Família (1970-1980)

Cruzeiro (BRB) foi a moeda que circulou no período entre 15 de maio de 1970 e 28 de fevereiro de 1986. Este padrão na verdade é a terminação da reforma monetária empreendida quando da aplicação do padrão anterior cruzeiro novo, sendo que a diferenciação é que, por força da lei, a expressão "novo" e o "N", que antecedia o símbolo do cruzeiro (Cr$), foram suprimidos.

Cédulas

Nesta família, emitida entre 1970 e 1980, foram lançados inicialmente os valores de 1, 5, 10, 50 e 100 cruzeiros, sendo que o valor de 500 cruzeiros foi inserido em 1972, por ocasião dos 150 anos da Independência do Brasil. Foi lançada em 1972 a estampa B das cédulas de 1 cruzeiro, ocorrendo o mesmo em 1973 com a cédula de 5 cruzeiros e em 1979 com as cédulas de 10 e de 500 cruzeiros, sendo que na prática havia uma leve diferenciação destas cédulas em relação as colocadas anteriormente em circulação. Este padrão tinha as cédulas em tamanhos diferentes e era conhecido como padrão "moiré", que tinha como grande novidade a visibilidade da marca d'água sob um fundo branco na nota. As mudanças tinham como objetivo dificultar a falsificação, praga disseminada entre as notas do padrão anterior. No entanto, por conta da gradual perda de valor dessas cédulas decorrente da inflação, elas foram gradualmente substituídas pelas cédulas e pelas moedas da 2ª família, perdendo o valor definitivamente em 1984. A cédula de 1 cruzeiro desta família foi a cédula mais emitida entre as emitidas no periodo anterior ao Plano Real, sendo colocadas mais de 2 bilhões de cédulas deste valor em circulação no decorrer dos anos 70.

Moedas

As moedas desta família se constituíam nas moedas com a denominação "centavo" emitidas a partir de 1967 e na moeda de 1 cruzeiro, que passou a ser emitida a partir de 1970. Em 1972, por ocasião do sescinquentenário, foram lançadas moedas comemorativas em ouro (300 cruzeiros), Prata (20 cruzeiros) e de Níquel (1 cruzeiro). A partir de 1974, as moedas até 20 centavos passaram a ser emitidas em aço inoxidável, sendo que em 1975 a moeda de 50 centavos também passou a ser emitida neste metal, sendo que a de 1 cruzeiro passou a ser emitida em cuproníquel, além das emissões comemorativas da FAO nas moedas de 1, 2 e 5 centavos, bem como a moeda comemorativa de 10 cruzeiros em prata ressaltando os 10 anos da fundação do Banco Central do Brasil. As moedas pertencentes a esta família e que tinham valor inferior a 10 centavos perderam o seu valor legal a partir de 31 de dezembro de 1980, sendo que o centavo foi definitivamente extinto por força de lei no dia 15 de agosto de 1984, no entanto, permanecendo para efeitos de cálculo da ORTN.

Cruzeiro Novo (1967-1970)

O cruzeiro novo (NCr$) foi uma moeda do Brasil que circulou transitoriamente no Brasil no período entre 13 de fevereiro de 1967 e 14 de maio de 1970. Se trata de um padrão que foi criado em virtude da perda de valor do Cruzeiro, moeda que estava em vigor desde 1942 e que sofreu enorme depreciação por conta do aumento da inflação ocorrido por conta da instabilidade política e das contas públicas em descontrole.

Em virtude disso, foi preparada uma reforma monetária, na qual a nova moeda recebeu o nome de Cruzeiro Novo, para se evitar que houvesse confusão de valores entre as cédulas que seriam preparadas para o novo padrão com as do padrão então existente. Um Cruzeiro novo era o equivalente a mil cruzeiros do padrão então circulante, sendo que as cédulas remanescentes do padrão antigo foram carimbadas com valores entre 1 centavo e 10 Cruzeiros novos.

Estas cédulas foram sendo gradualmente substituídas pelas novas cédulas que foram colocadas em circulação em 1970, com a retomada da denominação Cruzeiro e foram retiradas de circulação entre 1972 e 1975, quando apenas as cédulas do novo padrão passaram a ter valor legal. Além disso, foram emitidas moedas de aço inoxidável com os valores de 1, 2 e 5 centavos, bem como moedas de cuproníquel nos valores de 10 e 20 centavos e de níquel no valor de 50 centavos, sendo que essas moedas continuaram em circulação depois que o novo padrão entrou em vigor.

Este novo padrão monetário foi estabelecido pelo Decreto-lei nº 1, de 13 de novembro de 1965 (D.O.U. de 17 de novembro de 1965), e regulamentado pelo Decreto nº 60.190, de 8 de fevereiro de 1967 (D.O.U. de 9 de fevereiro de 1967), equivalente a mil cruzeiros "antigos" e restabelecendo o centavo. O Conselho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 8 de fevereiro de 1967, estabeleceu a data de 13 de fevereiro de 1967 para início de vigência do novo padrão. No entanto, na mesma resolução, já estava prevista a renomeação da moeda para Cruzeiro e a adoção do simbolo Cr$ para a mesma, coisa que só foi ocorrer de fato em 1970. Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinqüenta cruzeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco centavos).

Cruzeiro (BRZ) (1942/1967)

O Cruzeiro (BRZ), também conhecido como Cruzeiro "antigo" foi a primeira moeda a utilizar os centavos no Brasil, sendo que esta moeda foi emitida em substituição ao padrão Mil-Réis, em vigor durante o período colonial, a monarquia e também durante boa parte do período republicano.

Esta moeda vigorou durante o período compreendido entre 1 de Novembro de 1942 a 12 de Fevereiro de 1967, quando por conta da alta da inflação ocorrida em especial nos anos 50 e 60, houve a necessidade de readequar a moeda para haver uma contabilidade mais adequada das somas, que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário.

Por conta deste fato, foi criada a moeda transitória Cruzeiro Novo, que tinha o valor de 1.000 Cruzeiros "antigos" e se destinava a circulação até que as novas cédulas, lançadas em 1970 e emitidas pela Casa da Moeda do Brasil, entrassem em circulação.

Inicialmente, o projeto de emissão se limitava aos valores de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros, sendo que as notas de 1, 2 e 5 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.

Além disso, foram emitidas cédulas do tesouro nacional nos valores de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 mil-réis com o carimbo de uma rosácea no qual se constava os valores respectivos de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 cruzeiros.
Isso sem contar que algumas antigas notas de 1 mil-réis emitidas pelo Banco do Brasil que estavam em depósito foram reaproveitadas e colocadas em circulação em 1944 com o valor de 1 cruzeiro. A primeira estampa das cédulas foi encomendada a American Bank Note Company, enquanto que a segunda, com pequenas modificações e sem o valor de 1 cruzeiro, foi encomendada a Thomas de La Rue & Company Limited e emitida a partir de 1949.

Em 1961, sob este padrão, houve a primeira experiência de emissão de cédulas por parte da Casa da Moeda do Brasil, que emitiu a terceira estampa da nota de 5 cruzeiros, que passou a ser conhecida como a Nota do Índio.
Por conta da inflação, a nota de 5.000 cruzeiros foi lançada em 1963 e a de 10.000 cruzeiros em 1966, sendo mantido o esquema das cédulas anteriores, ficando a primeira estampa a cargo da American Bank Note Company e a segunda estampa a cargo da Thomas de La Rue.

As últimas cédulas deste padrão serviram de objeto ao padrão transitório chamado Cruzeiro Novo, que era equivalente a 1000 cruzeiros ou a 1:000$000 (um conto de réis), sendo emitidas cédulas carimbadas com os valores de 1, 5 e 10 centavos (10, 50 e 100 cruzeiros - 2ª estampa), 50 centavos (500 cruzeiros - 1ª estampa), 1, 5 e 10 cruzeiros novos (1.000, 5.000 e 10.000 cruzeiros - 1ª estampa).
Ainda em 1967, foram lançadas as notas da 2ª estampa de 10.000 cruzeiros, TODAS com o carimbo aposto do novo padrão. Todas as cédulas pertencentes a este padrão perderam o seu valor legal entre 1972 e 1975.

As moedas foram emitidas inicialmente nos valores de 10, 20 e 50 centavos, bem como nos valores de 1, 2 e 5 cruzeiros, tendo suas emissões durado entre o período de 1942 e 1961. As moedas de centavo perderam o valor no ano de 1964 e no ano seguinte foram lançadas as moedas de 10, 20 e 50 cruzeiros, que foram as primeiras a serem emitidas pelo Banco Central do Brasil e que acabaram por perder o seu valor 1 ano após a adoção do padrão Cruzeiro Novo.


Réis (1833/1942)

Réis é o plural do nome das unidades monetárias de Portugal, do Brasil e de outros países lusófonos (singular: real). Conto de réis é uma expressão adotada no Brasil e em Portugal para indicar um milhão de réis. Sendo um conto de réis correspondia a mil vezes a importância de um mil-réis que era a divisionária, grafando-se o conto por Rs. 1:000$000 ou R$ 1,000000 (sendo o real 1/1.000.000 de um conto-de-réis em representação matemática decimal atual), pois o réis tinha sua representação real-imperial em "milésimos-de-mil" contos-de-réis), sendo uma moeda de grande-valor intrínseco e imperial, com representatividade em aproximadamente oito gramas de ouro, como também assim o era a representação da libra esterlina também imperial, de então, tanto no Brasil como em Portugal e Algarves.

Em Portugal, por ocasião da proclamação da República, esta moeda foi substituída pelo escudo na razão de 1 escudo por mil-réis. Mesmo após a substituição do real pelo escudo, continuou a utilizar-se a expressão conto, agora para indicar mil escudos. No Brasil, esta moeda foi substituída da mesma forma, pelo cruzeiro em 1942, na razão de 1 cruzeiro por mil-réis então circulantes.

Moedas:

200 réis (1889 e 1900)
Família de moedas em cupro-níquel composta por moedas de 100 e 200 réis com desenho aproveitado das moedas do final do II Reinado. O anverso passou a ter a legenda "15 de Novembro de 1889" - data da Proclamação da República e o reverso teve o Brasão Imperial trocado pelas Armas Nacionais da República do Brasil.

400 réis (1901)
Moeda de maior valor da série batida em cuproníquel em 1901, encomendada à firma Basse & Selve, da Alemanha, que contratou serviços de diferentes Casas da Moeda estrangeiras. Foi cunhado um total de 161.250.000 peças, a maior produção de moedas do mundo, na época (única moeda brasileira em que a data está em algarismo romano - MCMI). A série é composta de moedas de 100, 200 e 400 Réis, com a figura da Abundância no anverso e efígie Representando a República no Reverso.

40 e 20 réis (até 1912)
A cunhagem das moedas de bronze, iniciada no final do Império, recomeçou no período republicano. As peças inovavam com a apresentação de legendas e temas diferentes, de acordo com o valor. Deixaram de ser cunhadas em 1912. A moeda de 20 Réis trazia o lema "Vintém Poupado , Vintém Ganho". A moeda de 40 Réis tem como lema "A Economia Faz a Prosperidade".

Prata da República
Assim como as moedas de ouro, as de prata começaram a cair em desuso no meio circulante no período republicano, uma vez que o valor de face era depreciado pela inflação. A república abandonou as moedas de ouro em 1921 (moedas de 20$000 Réis). Já as moedas de prata continuaram em circulação até o fim do padrão Mil-Réis (em 1942), sendo a última emissão em 1936, em uma moeda de 5$000 Réis homenageando Santos Dumont. No entanto o teor de prata era cada vez menor em sua composição (variando entre 50% e 60% de acordo com a moeda). É curioso observar que as moedas de prata de 1906 traziam marcado seu peso em apenas uma das faces.

Cédulas:

30.000 réis
O Governo Provisório republicano também permitiu que alguns bancos emitissem cédulas. Este período ficou conhecido como período da "Pluraridade Bancária". As emissões multiplicaram-se desordenadamente, gerando inflação, o que resultou no retorno à idéia de um único emissor que, de 1892 a 1896, foi o Banco da República do Brasil.

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