Mostrando postagens com marcador Imigração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imigração. Mostrar todas as postagens

Imigração Finlandesa no Brasil

Imigração finlandesa no Brasil foi o movimento migratório ocorrido no século XX de finlandeses para a região do Vale do Paraíba no estado do Rio de Janeiro do Brasil, onde criaram um povoado chamado Penedo ao pés do Parque Nacional de Itatiaia, na cidade de Itatiaia. Penedo é a única colônia finlandesa do Brasil. Não existe em Penedo registro nominal sobre os que vieram, mas no período de 1 de setembro de 1927 até 16 de outubro de 1940, chegaram ao porto do Rio de Janeiro 296 finlandeses, registrados 208 como imigrantes. O período de maior fluxo foi o ano de 1929 quando chegaram 122 colonos. Em 1930 ainda chegaram 21, e em 1931, 23. No restante do período, que terminou com o início da Segunda Grande Guerra, as chegadas foram pequenas, a não ser em 1938, quando chegaram 19 imigrantes. No Projeto Habitacional de Penedo, nos primeiros anos, até que cada um pudesse construir sua casa em um dos 250 lotes da fazenda, a vida foi em comunidade. Praticava-se uma lavoura de subsistência, e cultivava-se viveiros de mudas de laranja, cuja venda constituía a principal fonte de renda da colônia. As terras da Fazenda Penedo não eram boas. Assim, alguns obtiveram de volta o dinheiro que tinham investido e procuraram outras terras. Com a queda da indústria da laranja cessou esse mercado, e os finlandeses tiveram que procurar outras alternativas. 

Penedo.
Foi tentado o cultivo de tomate, mas as dificuldades de fazer chegar à produção ao mercado fizeram com que alguns se dedicassem à criação de galinhas. E, agindo em conjunto, comprando rações e víveres por atacado, acabaram formando uma cooperativa informal. Essa cooperativa foi a base do atual Clube Finlândia, fundado em 1943. Onde, todos os sábados, a partir das 21 horas se reúnem finlandeses, amigos e turistas para dançar ao som de antigas polcas, yenkas trazidas pelos colonizadores. No Clube se apresenta também o grupo de danças típicas finlandesas Penedon Kansantanssin Ystävät, que traduzido quer dizer Amigos da Dança Folclórica de Penedo. Hoje, os descendentes de finlandeses mantém as tradições e a cultura de seus ancestrais, morando em casas que são réplicas das antigas casas finlandesas, e trabalhando com artesanato de chocolates, roupas e sorvetes, que atraem os turistas e mantém a tradição. Criaram, também, o Museu da Imigração Finlandesa ao pés do Parque Nacional de Itatiaia, com objetos antigos, roupas, e montagens cenográficas. Hoje no Brasil há 90 mil Finlandeses e seus descendentes. Penedo é um distrito e Parque Ecológico do município de Itatiaia, localizado na região sul do estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Imigração Suíça no Brasil

Nova Friburgo, durante colonização (1820-1830).
A crise econômica na Europa do século 19 inaugura uma nova etapa na história da imigração dos suíços. Pressionados pela competição dos países industrializados e pelas colheitas minguadas, os suíços deixaram a terra natal em massa. Para fugir da fome, cerca de 2 mil pessoas alistaram-se para emigrar entre 1818 e 1819. Longas negociações entre o governo português e o cantão de Friburgo definiram os detalhes da chegada desse primeiro grande grupo. Ficou decidido que a colônia se chamaria Nova Friburgo e os imigrantes perderiam a cidadania suíça, tornando-se “súditos do rei de Portugal”. Os 2.006 suíços que compraram esse sonho vinham de vários cantões: Friburgo, Berna, Valais, Vaud, Neuchâtel, Genebra, Aargau, Solothurn, Lucerna e Schwyz. Não demorou para o sonho transformar-se em pesadelo. As condições da viagem foram tão precárias que apenas 1.617 chegaram (e 14 bebês nasceram durante a viagem). A região era assolada pela malária. Foi nesse cenário que os suíços pioneiros fundaram a primeira colônia de europeus não portugueses no Brasil. Diante das más condições, em 1823 os colonos de Nova Friburgo se dividiram. Ficaram na colônia os que tinham melhor situação financeira, e os que não tinham nada a perder partiram para terras mais quentes no Vale do Paraíba e para outras cidades. Em 1890, um decreto transformou a colônia em cidade.

Imigração Chinesa no Brasil

A imigração chinesa no Brasil teve início em 1810, quando Portugal organizava em sua colônia de Macau a vinda dos primeiros chineses para o país. Depois, eles vieram para desenvolver o cultivo do chá em São Paulo e para trabalhar na implantação da ferrovia no Rio de Janeiro, capital do país na época. A primeira entrada oficial de chineses em São Paulo ocorreu em 15 de agosto de 1900. O grupo era formado por 107 pessoas que, viajando no vapor Malange, procedente de Lisboa, desembarcou no Rio de Janeiro, sendo conduzido em seguida para a Hospedaria de Imigrantes na cidade de São Paulo. 

Em 1810, os primeiros chineses chegaram no Rio de Janeiro para introduzir a cultura do chá.
Porém, o grande fluxo da imigração chinesa se deu a partir da década de 1950. Os principais motivos dessa migração foram as guerras que estavam ocorrendo na China, e que ocasionavam a falta de alimentos no país. Os dois principais problemas enfrentados pelos imigrantes mais antigos foram, em primeiro lugar, a dificuldade em aprender o português e, em segundo, a dificuldade de conseguir emprego. Contudo, eles se aplicavam em aprender a língua, pelo menos o mínimo, para se comunicar com os brasileiros e arranjar trabalho. As contribuições da comunidade chinesa em São Paulo são inúmeras. Além dos restaurantes típicos, eles trouxeram a técnica da acupuntura, as artes marciais, o horóscopo chinês, contribuições no campo da medicina e incorporaram os fogos de artifício na cultura do país que os acolhera, entre tantas outras. Muitos chineses atualmente comandam pastelarias e operam pequenas lavanderias familiares. Estima-se que atualmente vivem no Brasil cerca de 200 mil chineses e descendentes, dos quais um número superior a 130 mil moram em São Paulo.

Imigração Holandesa no Brasil

O movimento migratório dos holandeses  ocorreu nos séculos 19 e 20 e em várias regiões do Brasil. Devido á fome, miséria, desemprego e a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, muitos holandeses vieram para o Brasil, que naquela época precisava de mão-de-obra escrava com o objetivo de desenvolver o interior do país. Os primeiros imigrantes holandeses chegaram ao Brasil em 1858 e fundaram em 1860 a colônia Holandesa no Espírito Santo. Entre os anos de 1899 á 1940, emigraram para o Brasil cerca de 8.200 holandeses, sendo assim considerado o auge da imigração holandesa no país. O governo brasileiro iniciou um projeto de colonização para a instalação dos imigrantes europeus. Em 1908, os holandeses vindos da Holanda do Sul, fundaram a colônia Gonçalves Júnior no Paraná. Encontraram muitas dificuldades como matas densas, endemias, pragas de gafanhotos, ratos e porcos-do-mato, o que resultou na dispersão da colônia.

Memorial da Imigração no PR.
Em 1911, cerca de 450 imigrantes holandeses estabeleceram-se em Carambeí, no Paraná. Alguns desses imigrantes eram colonos de Gonçalves Júnior. Em 1925, fundaram a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios Batavo, a primeira cooperativa de laticínios do Brasil, sendo nacionalmente conhecida como Batavo desde 1941. Após a Segunda Guerra Mundial, cerca de 6.098 holandeses imigraram para o Brasil, entre os anos de 1946 á 1976. Estes imigrantes trouxeram consigo tratores, máquinas agrícolas e cabeças de gado. No dia 14 de julho de 1948, cerca de 500 holandeses fundaram a colônia Holambra I e a Cooperativa Agropecuária Holambra  na antiga fazenda Ribeirão em São Paulo. Holambra é nacionalmente conhecida como a cidade das flores e é o maior produtor e exportador florícola do Brasil.

Em 1949, um grupo de imigrantes holandeses estabelecem-se em Não Me Toque, No Rio Grande do Sul. Eles adquiriram as terras desgastadas e rejeitadas pelos imigrantes alemães e estabeleceram modernas empresas agrícolas, tornado-se grandes produtores de soja e trigo. Em 1951, fundaram a colônia Castrolanda no Paraná. Naquele mesmo ano fundaram a  Sociedade Cooperativa Castrolanda , considerada a mais produtiva e avançada bacia leiteira do país. A imigração holandesa entrou em declínio na década de 80 devido a desestimulação do governo brasileiro.

Imigração Japonesa no Brasil

Introdução 
No ano de 2008, comemoramos, aqui no Brasil, 100 anos da imigração japonesa. Foi em 18 de junho de 1908, que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses. A grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo.

Motivos e início da imigração 
Cartaz de incentivo.
No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês. Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferiam o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.

Dificuldades e desafios
Kasato Mauru, o primeiro navio
de japoneses vindo ao Brasil.
O começo da imigração foi um período difícil, pois os japoneses se depararam com muitas dificuldades. A língua diferente, os costumes, a religião ,o clima, a alimentação e até mesmo o preconceito tornaram-se barreiras à integração dos nipônicos aqui no Brasil. Muitas famílias tentavam retornar ao país de origem, porém, eram impedidas pelos fazendeiros, que as obrigavam a cumprir o contrato de trabalho, que geralmente era desfavorável aos japoneses. Mesmo assim, eles venceram estes problemas e prosperam. Embora a idéia inicial da maioria fosse retornar para a terra natal, muitos optaram por fazer a vida em solo brasileiro obtendo grande sucesso.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. O Brasil entrou no conflito ao lado dos aliados, declarando guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Durante os anos da guerra a imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes. O presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas foram consideradas atitudes criminosas. Com o término da Segunda Guerra Mundial, as leis contrárias à imigração japonesas foram canceladas e o fluxo de imigrantes para o Brasil voltou a crescer. Neste período, além das lavouras, muitos japoneses buscavam as grandes cidades para trabalharem na indústria, no comércio e no setor de serviços.

Contribuições 
Atualmente, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão. Plenamente integrados à cultura brasileira, contribuem com o crescimento econômico e desenvolvimento cultural de nosso país. Os japoneses trouxeram, junto com a vontade de trabalhar, sua arte, costumes, língua, crenças e conhecimentos que contribuíram muito para o nosso país. Juntos com portugueses, índios, africanos, italianos, espanhóis, árabes, chineses, alemães e muitos outros povos, os japoneses formam este lindo painel multicultural chamado Brasil.

Imigração Italiana no Brasil

Os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Brasil no ano de 1870, o governo do Brasil estava estimulando a imigração européia, especialmente depois de 1850, época em que o tráfico de escravos foi abolido no Brasil e os europeus estavam tomando o lugar da mão-de-obra escrava. Os italianos chegaram de início à região sul, onde estavam instalando colônias de imigrantes. Em meados do século XIX, o governo brasileiro criou as primeiras colônias. Estas colônias foram fundadas em áreas rurais como a Serra Gaúcha, Garibaldi e Bento Gonçalves (1875). Estes imigrantes eram, na maioria, da região do Vêneto, norte da Itália. Depois de cinco anos, face ao grande número de imigrantes, o governo teve de criar uma nova colônia italiana em Caxias do Sul. Nestas regiões os italianos começaram a cultivar a uva e produzir vinhos. Atualmente, estas áreas de colonização italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Também em 1875, foram fundadas as primeiras colônias catarinenses em Criciúma e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paraná.

Panfleto estimulando a
vinda ao Brasil.
Mesmo tendo sido a região sul que primeiro recebeu os imigrantes italianos, foi a região sudeste que recebeu o maior número de imigrantes oriundos da Itália. Isto se deve ao processo de expansão das fazendas de café, no Estado de São Paulo. Depois de 1888, quando a escravidão foi abolida, a imigração italiana se converteu em uma grande fonte de mão-de-obra no Brasil. Os italianos começaram a expandir-se por Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A maioria absoluta teve como destino inicial o campo e o trabalho agrícola. Muitos imigrantes italianos, após trabalhar anos colhendo café, conseguiram juntar dinheiro suficiente para comprar suas próprias terras e tornaram-se fazendeiros, outros partiram para os grandes centros urbanos (como São Paulo), pois as condições de trabalho no campo eram péssimas.

Navio de italianos no Porto de Santos (1907).
As contínuas notícias de trabalho semi-escravo e condições indignas nas fazendas de café no Brasil fizeram com que os italianos preferissem destinos como a Argentina e os Estados Unidos. A imigração italiana no Brasil continuou até a década de 20, quando o ditador Bento Mussolini, com seu governo nacionalista, começou a controlar a imigração italiana. Com a Segunda Guerra Mundial, a declaração de guerra do Brasil a Itália e a contínua recuperação da economia italiana, a chegada de italianos ao Brasil entrou em decadência. Dentre as inúmeras contribuições italianas à cultura brasileira podemos citar novas técnicas agrícolas, o uso do “tchau” (ciao) em todo o Brasil, pratos que foram incorporados (pizzas, spagueti e o hábito de comer panetone no natal), novas palavras (paura, polenta, etc.), o enraizamento do catolicismo, incorporando elementos italianos na religião brasileira, etc.

Imigração Alemã no Brasil

Pintura retratando a chegada dos primeiros alemães no
Rio Grande do Sul, em 1824.

Em 1818, o primeiro grupo de imigrantes alemães  que chegou ao Brasil, fixou-se no sul da Bahia. No entanto, a primeira colônia fundada pelos alemães foi no extremo sul do país, em São Leopoldo, hoje, região metropolitana da capital gaúcha. Os alemães vieram pensando em conseguir uma vida melhor no Brasil, já que estas não eram exatamente as condições que encontravam na Alemanha. No ano de 1827, chegaram os primeiros imigrantes germanos ao porto de Santos, este primeiro grupo foi para Santo Amaro, os grupos que vieram a seguir foram para localidades como São Roque, Embu, Itapecerica, Rio Claro e para os cafezais, no interior do estado de São Paulo. Dois anos depois, tinha início a colonização de Santa Catarina (hoje, o mais alemão dos estados brasileiros, calcula-se que 35% da população deste estado tem ascendência alemã) nas cidades de Mafra e São Pedro de Alcântara. Posteriormente foi a vez do Paraná, lá a colonização começou pela cidade de Rio Negro. Em Curitiba, a partir de 1833, começou a chegar um número um pouco maior de imigrantes.

Ceifa alemã no sul da Bahia, por volta de 1820.
O Rio Grande do Sul foi o estado que mais imigrantes alemães recebeu, seguido de Santa Catarina. No ano de 1930, aproximadamente 20% da população destes estados eram compostos de imigrantes de origem germânica. Embora menor, a presença alemã foi marcante em estados como São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Minas gerais e Rio de Janeiro (Nova Friburgo e Petrópolis). O ápice da imigração alemã no Brasil ocorreu entre 1920 e 1930, ou seja, depois da I Guerra Mundial e antes do início da Segunda Grande Guerra, época em que desembarcaram no país aproximadamente 75.000 alemães fugindo das tensões de cunho político e econômico que aconteciam na Alemanha daquele período. Naquele período havia grande desemprego naquele país, gerado pelo desenvolvimento de novas tecnologias, que fizeram artesãos e indústrias domésticas quebrarem.

Estes novos imigrantes já não se dirigiam às áreas rurais (alguns deles vieram como refugiados políticos), mas trabalhavam como operários, professores, etc. Desta forma, a mão de obra alemã especializada que chegou ao Brasil foi de grande importância para o desenvolvimento da industrialização do sul do país.

Publicações populares